Maria Rita canta Elis Regina (de novo) em show que estreia em março – o que esperar do repertório de 'Redescobrir 2'?
27/01/2026
(Foto: Reprodução) Maria Rita estreia o show 'Redescobrir vol. 2' em 13 de março, em Porto Alegre (RS)
Divulgação
♫ ANÁLISE
♬ Começam hoje, 27 de janeiro, as vendas de ingressos para a primeira apresentação do show “Redescobrir vol. 2”, sequência do espetáculo de 2012 em que Maria Rita canta o repertório de Elis Regina (17 de março de 1945 – 19 de janeiro de 1982). Programada para 13 de março no Auditório Araújo Vianna, em Porto Alegre (RS), a estreia nacional da turnê “Redescobrir vol. 2” acontece na cidade natal da gaúcha Elis, quatro dias antes do 81º aniversário da mãe de Maria Rita.
Se as vendas para o show de estreia foram iniciadas na tarde de hoje, as especulações sobre o repertório de “Redescobrir vol. 2” já começaram em 22 de janeiro, dia em que Maria Rita anunciou a sequência do tributo a Elis. Descontadas as 28 músicas selecionadas pela cantora paulistana para o show e álbum ao vivo “Redescobrir” (2012), lançados há 14 anos, é possível arriscar algumas previsões diante das vastas possibilidades oferecidas pela discografia de Elis.
Dentro do terreirão do samba, gênero dominante na discografia de Maria Rita, a filha de Elis tem à disposição dois grandes sambas, “Cai dentro” (Baden Powell e Paulo César Pinheiro) e “Eu, hein, Rosa!” (João Nogueira e Paulo César Pinheiro), apresentados pela mãe no álbum “Elis, essa mulher” (1979). Sem falar em “Upa neguinho” (Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri, 1965), samba tornado famoso a partir da frenética gravação feita por Elis em 1966, há 60 anos.
Como 2026 marca os 80 anos de nascimento de Aldir Blanc (1946 – 2020) e João Bosco, dupla de compositores fundamental na trajetória fonográfica de Elis a partir de 1972, é provável que Maria Rita celebre esses dois bambas no roteiro do show com o canto de obras-primas como o bolero “Dois pra lá, dois pra cá” e o samba “O mestre-sala dos mares”, grandes músicas lançadas no álbum “Elis” (1974) e ausentes do roteiro do primeiro “Redescobrir”.
É também evidente que Milton Nascimento, compositor decisivo nas carreiras tanto de Elis como de Maria Rita, estará presente no roteiro. “Ponta de areia” (Milton Nascimento e Fernando Brant), música lançada por Elis no supracitado álbum de 1974, é uma opção. “Cais” (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, 1972) é outra. “Nada será como antes” (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, 1971) é uma terceira opção dentro do cancioneiro de Milton gravado por Elis.
Fora da seara de Milton, há dezenas de outras opções, pois música da melhor qualidade foi o que nunca faltou no repertório de Elis Regina. “Casa no campo” (Tavito e Zé Rodrix, 1971), “Atrás da porta” (Francis Hime e Chico Buarque, 1972), “Mucuripe” (Belchior e Fagner, 1972), “Velha roupa colorida” (Belchior, 1976), “Cartomante” (Ivan Lins e Vitor Martins, 1977) e “Aos nossos filhos” (Ivan Lins e Vitor Martins, 1978) são apenas seis possibilidades se Maria Rita optar por priorizar o lado A do repertório de Elis.
Do chamado lado B, há preciosidades como “Basta de clamares inocência” (Cartola, 1979), “Cabaré” (1973) – pérola dos já mencionados João Bosco e Aldir Blanc – e “Sentimental eu fico” (Renato Teixeira, 1977).
Enfim, o fato é que, diante do repertório de Elis Regina, Maria Rita poderia até arriscar no futuro um terceiro volume de “Redescobrir” que teria música boa (de sobra) para montar os roteiros de três shows.